No último domingo (26/04) rolou a segunda edição da IndieCon, evento sediado no centro do Rio de Janeiro que reúne projetos independentes das diversas naturezas e escopos. Antes mesmo de falar dos jogos em si, é necessário elogiar a organização e o trato do evento quando falamos de exposição dos projetos, nós da FICHA já estivemos em outros eventos com exposição de jogos independentes com escopos maiores que deixaram a desejar em comparação a Indiecon e, por isso, gostaríamos de agradecer ao evento pelo espaço cedido para fomentação do cenário independente de jogos.
Apesar do pouco tempo que ficamos no evento, tivemos contato com muitos desenvolvedores que colocavam naquelas mesas, não apenas seus projetos, mas seus sonhos e objetivos para outras pessoas verem e prestar apoio de diferentes maneiras. Como não podemos ficar de fora dessa corrente do bem, aqui vão alguns dos jogos que marcaram presença na IndieCon 2 e chamaram a nossa atenção!
AIOCÁ (ICAD GAMES)

Um velho conhecido da FICHA, Aiocá e o ICAD Games retornam com uma experiência atualizada, narrativa e ainda mais desafiadora. Mergulhe em uma história sombria e misteriosa sobre o luto que acompanha o protagonista Omari em uma jornada no alto-mar brasileiro. Sobreviva da pesca e com recursos escassos em sua longa viagem em busca de respostas, agora com uma build de teste mais focada na gameplay e gestão de recursos. O ICAD Games é o laboratório de games da PUC Rio, que já nos apresentaram títulos como Aiocá e Bug Me Out, segundo lugar da Global Game Jam na etapa local.
APU’S JOURNEY (CRISTIANO MARQUES ROSA)

Uma verdadeira carta de amor aos títulos clássicos de RPGs de ação retrô, Apu’s Journey apresenta para nós o resultado de muita dedicação e esforço de apenas uma pessoa —isso mesmo, uma pessoa, também ficamos impressionados— apaixonada pelo o que faz. Tivemos a oportunidade de conversar com o Cristiano, enquanto um de nós apanhava para o chefão da fase, e descobrir um pouco mais sobre suas inspirações que levaram a criação do jogo.
O desenvolvedor disse que queria recriar o visual do clássico Gameboy, trazendo consigo a atmosfera de jogos como “Legend of Zelda” em sua era de ouro, e a jornada de Apu não poderia ser contada de maneira melhor para nós do que com uma gameplay fluida, desafiante e cativante que mostra seu carisma a cada canto explorado. Os inimigos tem estilo e personalidade e quase fazem você ter pena de matá-los de tão bem desenhados que são, além do nível de dificuldade que é muito interessante para um jogo ainda em desenvolvimento. O jogo ganha brilho nos detalhes, o level design muito bem pensado e com mecânicas cativantes que ajudam na cadência de ritmo do game!
Distribuído pela galera do Dream Stories, Apu’s Journey sem dúvida entra nos holofotes chamando a atenção como uma das promessas do cenário nacional.
LIGHTSEEKER (BRAVE GAME STUDIO)

Lightseeker nos surpreendeu pela sua proposta desafiadora e muito estilosa em um jogo plataforma 2D com gráficos em pixel art e muita personalidade. O jogo não tem medo de propor mecânicas que desafiem o jogador e criam fases extremamente cativantes que ditam o ritmo da jornada de Analú em busca do seu caminho de volta pra casa.
A Brave Game Studio introduz uma narrativa repleta de auto reflexão e filosofia que divide espaço com uma gameplay que mistura o clássico plataforma com elementos de quebra-cabeça, transformando a experiência em uma viagem mental que você divide com Analú.Apesar de ver muito a Analú caindo no abismo —eu que sou ruim demais em plataformers, no caso—, nós nos divertimos muito com a proposta e a história de Lightseeker. Para nós, a Brave tem em suas mãos um projeto que prova a potência de um level design e puzzles muito bem feitos.
AKUMA BLOODRAIN (SENSEN GAMES)

Um boomer shooter que honra os clássicos do gênero, Akuma Bloodrain apresenta um frenesi sangrento em um cenário japonês repleto de yokais determinados a te matar a todo custo. A gameplay tem toda a fluidez que o gênero pede e seu personagem desliza pela tela junto de uma chuva de balas que te faz, literalmente, se sentir em um filme do Tarantino.
A Sensen Games soube elevar o clássico a uma pegada moderna e revitalizada, criando um sistema de combate intuitivo mas extremamente punitivo em caso de erros. O jogo criou fila no stand pela natureza desafiadora e competitiva do jogo de querer alcançar a maior pontuação ao buscar a maior carnificina de monstros possível. Eu consegui chegar ao prata e estou contente, mas ainda quero tentar aumentar minha pontuação!
PASTELO (LOBO HOUSE INTERACTIVE)

Um dos maiores sonhos de quem jogava os jogos flash de restaurante se tornou realidade! Em Pastelo você pode administrar a sua própria pastelaria e viajar o Brasil inteiro no processo. Neste simulador cozy de culinária, você cuida desde a confecção dos pastéis até a administração de recursos e melhorias da sua loja, que busca reunir pessoas de todos os tipos para contar as suas histórias.
O pessoal da Lobo House Interactive nos contou que o jogo veio de um projeto que tinha sido arquivado e que, ao verem todo o potencial, decidiram dar uma nova chance e acertaram na mosca!Finalmente podemos nos vingar dos pastéis de vento que já nos foram servidos ou ser o dono do maior refil de pastel com caldo de cana do país!

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